Se eu digo que não tenho sorte, então porque é que não aumento as minhas probabilidades?

 A maior ilusão da nossa geração é esta: acreditamos que falta-nos sorte, quando na verdade falta-nos probabilidade. Chamamos “azar” àquilo que não tentamos o suficiente. Chamamos “sorte” àquilo que repetimos até funcionar. A verdade é simples e desconfortável: a sorte é um efeito secundário da consistência.

A maioria das pessoas diz que gostava de mudar de vida, mas vive como se estivesse presa a um guião que não escolheu. Depois olha à volta e convence-se de que “não nasceu com sorte”, como se a vida fosse uma lotaria onde alguns recebem bilhetes dourados e outros ficam com bilhetes rasgados. Mas há uma pergunta que destrói esta narrativa de uma vez por todas: “Se eu digo que não tenho sorte, então porque é que não aumento as minhas probabilidades?” Esta pergunta abre portas internas que estavam fechadas há anos. Porque a sorte não é um talento, não é genética, e não é magia — é matemática emocional.

Quem acredita que não tem sorte vive à espera de uma coincidência que mude tudo. Mas coincidências aumentam com movimento. Oportunidades aparecem quando nos aproximamos delas. E a vida responde quando somos nós a dar o primeiro passo — não quando ficamos sentados a ver o tempo passar. Se te candidatas a um trabalho, aumentas a probabilidade. Se publicas conteúdo diariamente, aumentas a probabilidade. Se cuidas da tua saúde, aumentas a probabilidade. Se te afastas de más influências, aumentas a probabilidade. Se estudas todos os dias, aumentas a probabilidade. Pessoas que parecem ter “muita sorte” têm, na verdade, um histórico invisível de tentativas que o mundo não vê.

A sorte funciona de forma muito mais simples do que parece: nasce das escolhas que fazes, das vezes que tentas e da energia que levas contigo. Quando escolhes melhor, atrais melhor. Quando tentas mais, abres mais portas. E quando acreditas verdadeiramente que és capaz, o mundo começa lentamente a alinhar-se contigo. A sorte começa como uma vibração mental — e transforma-se em probabilidade quando tomas ações concretas que a sustentam. É assim que puxas oportunidades para perto: não com desejo, mas com estratégia.

Quando mudas comportamentos, mudas padrões. Quando mudas padrões, mudas direções. Quando mudas direções, mudas probabilidades. A vida não te deve nada, mas está sempre disposta a negociar contigo. Tudo o que precisas é oferecer ações onde antes oferecias desculpas.

Podias ter tido a sorte de nascer com todas as condições que idealizaste. Se isso não aconteceu, tenho uma boa notícia: o simples facto de estares a ler este artigo mostra que já começaste a puxar a estrelinha da sorte para o teu campo magnético. Agora é só continuar.






Nota:

Este artigo reflete apenas a minha experiência pessoal. Para mais informações, consulte o [Aviso Legal].

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